{"id":685,"date":"2018-10-12T17:06:36","date_gmt":"2018-10-12T17:06:36","guid":{"rendered":"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/?p=685"},"modified":"2025-01-09T13:36:30","modified_gmt":"2025-01-09T13:36:30","slug":"ressonancia-magnetica-em-neurologia-de-animais-de-companhia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/?p=685","title":{"rendered":"Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica em Neurologia de Animais de Companhia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 9px;\"> <a title=\"Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica em Neurologia de Animais de Companhia\" href=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/conteudos_rrv\/jr\/Joao Ribeiro - Referencia Veterinaria - Neurologia - Ressonancia Magnetica.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong> Transferir o documento original em formato PDF<\/strong><\/a> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 16px;\"> <strong> Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica em Neurologia de Animais de Companhia <\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM) \u00e9 a modalidade de imagem mais utilizada em neurologia humana e est\u00e1 a tornar-se cada vez mais dispon\u00edvel em medicina veterin\u00e1ria. Tem sobre a radiografia e a TAC a vantagem de n\u00e3o utilizar radia\u00e7\u00e3o ionizante. As imagens obtidas na RM evidenciam as diferen\u00e7as f\u00edsicas e qu\u00edmicas dos tecidos sem os efeitos da sobreposi\u00e7\u00e3o das estruturas anat\u00f3micas e podem ser adquiridas em qualquer plano anat\u00f3mico. Estas imagens possuem elevada resolu\u00e7\u00e3o de contraste, uma vantagem consider\u00e1vel, uma vez que a maioria das altera\u00e7\u00f5es dos tecidos moles s\u00e3o facilmente distingu\u00edveis devido a diferen\u00e7as no teor de \u00e1gua, gordura ou produtos sangu\u00edneos. A resolu\u00e7\u00e3o espacial da RM \u00e9 geralmente menor do que a que se consegue com a TAC. A resolu\u00e7\u00e3o espacial melhora com o aumento do campo magn\u00e9tico da m\u00e1quina, medido em Tesla. Os magnetos mais potentes permitem tamb\u00e9m reduzir o tempo de aquisi\u00e7\u00e3o das imagens, mas s\u00e3o mais dispendiosos e implicam maiores custos de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"> <a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig1.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-698 aligncenter\" title=\"Art685_Fig1\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig1.png\" alt=\"\" width=\"447\" height=\"112\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig1.png 447w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig1-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/> <\/a> <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> <strong> Figura 1: <\/strong> <em> <span style=\"color: #000000;\"> A RM permite a obten\u00e7\u00e3o multiplanar de imagens: Sequ\u00eancias ponderadas em T1 ap\u00f3s contraste (Gadol\u00ednio) A- plano sagital, B- plano transversal (na medicina humana utiliza-se o termo coronal que n\u00e3o deve ser aplicado em veterin\u00e1ria), C- plano dorsal (axial nos humanos). Este caso mostra uma les\u00e3o intra-axial no lobo frontal do lado esquerdo, causando efeito de massa e consequente desvio da linha m\u00e9dia cerebral para o lado direito. Pode tamb\u00e9m apreciar-se a intensifica\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica ap\u00f3s contraste, tamb\u00e9m chamada \u201cem anel\u201d, caracter\u00edstica (mas n\u00e3o exclusiva) dos Gliomas <\/span> <\/em> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A RM precisa de tempo para a realiza\u00e7\u00e3o de estudos completos, com os pacientes sob anestesia geral. Os animais que necessitam de imagem neurol\u00f3gica est\u00e3o frequentemente muito doentes ou descompensados. Assim, \u00e9 necess\u00e1ria uma boa avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-anest\u00e9sica para determinar o protocolo a utilizar caso a caso, al\u00e9m de uma monitoriza\u00e7\u00e3o constante durante o exame de RM, com equipamentos que n\u00e3o interfiram com as condi\u00e7\u00f5es de isolamento de radiofrequ\u00eancias nem com os campos magn\u00e9ticos. Os protocolos mais utilizados incluem pr\u00e9-medica\u00e7\u00e3o que pode consistir apenas em seda\u00e7\u00e3o ou pode incluir, por exemplo, analg\u00e9sicos (pacientes com quadros dolorosos) ou medicamentos para diminuir a press\u00e3o intracraniana; a indu\u00e7\u00e3o faz-se com agentes adequados a cada situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica (e.g. animais epil\u00e9ticos, card\u00edacos); e a manuten\u00e7\u00e3o geralmente com agentes vol\u00e1teis. Muitas vezes, no final do exame, \u00e9 necess\u00e1rio prolongar a anestesia para permitir a colheita de l\u00edquido cefalorraquidiano (LCR) atrav\u00e9s de pun\u00e7\u00e3o nas cisternas magna ou lombar, cuja an\u00e1lise complementa as informa\u00e7\u00f5es da imagiologia. Certos casos podem beneficiar de cirurgia imediata sendo transferidos para o bloco operat\u00f3rio durante a mesma anestesia, e ap\u00f3s determinadas cirurgias alguns animais voltam \u00e0 RM para investigar se os objetivos cir\u00fargicos foram atingidos (e.g. remo\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria de tumor ou de material do disco intervertebral herniado) ou para avaliar poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s operat\u00f3rias (hemorragias ou h\u00e9rnias cerebrais p\u00f3s cir\u00fargicas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo completo compreende v\u00e1rias sequ\u00eancias de imagens que exploram caracter\u00edsticas espec\u00edficas do comportamento dos prot\u00f5es de hidrog\u00e9nio dependendo da(s) mol\u00e9cula(s) onde se encontram inseridos. Embora existam protocolos para a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo, \u00e9 muitas vezes necess\u00e1rio tomar decis\u00f5es durante a sua realiza\u00e7\u00e3o de acordo com as imagens que se v\u00e3o obtendo, o que requer a presen\u00e7a de um radiologista com experi\u00eancia em neurorradiologia ou de um neurologista com experi\u00eancia em RM no momento do exame.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Sequ\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As sequ\u00eancias mais utilizadas s\u00e3o as ponderadas em T1 e em T2, FLAIR e STIR. Ap\u00f3s administra\u00e7\u00e3o do contraste Gadol\u00ednio, geralmente executam-se sequ\u00eancias T1 e por vezes FLAIR. A tecnologia da RM est\u00e1 em evolu\u00e7\u00e3o constante, com novas sequ\u00eancias a ser desenvolvidas pelos v\u00e1rios fornecedores. Algumas s\u00f3 est\u00e3o dispon\u00edveis em determinados aparelhos, e muitas s\u00f3 podem ser executadas em campos magn\u00e9ticos mais elevados. Destacam-se as sequ\u00eancias genericamente designadas por FatSat , GRE T2*, Difus\u00e3o e Perfus\u00e3o, Angiografia por RM, Espectroscopia, Estudos Din\u00e2micos, Tensor Imaging, RM Funcional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> T1 <\/strong> \u2013 Nas imagens ponderadas em T1 os tempos de relaxamento definem o contraste entre os tecidos. A gordura \u00e9 hiperintensa porque tem um tempo de relaxamento mais curto, e o flu\u00eddo (\u00e1gua) mais longo, por isso \u00e9 hipointenso. As sequ\u00eancias T1 t\u00eam boa resolu\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica. Tamb\u00e9m utilizado ap\u00f3s contraste (ver abaixo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> T2 <\/strong> \u2013 Nas imagens ponderadas em T2 o flu\u00eddo \u00e9 hiperintenso, e o diferente teor em \u00e1gua confere contraste entre os tecidos. A gordura tem sinal vari\u00e1vel em T2, geralmente intenso. As sequ\u00eancias T2 mostram patologia, pois esta geralmente vem acompanhada de aumento do teor de \u00e1gua: edema, inflama\u00e7\u00e3o, neoplasia, vacuoliza\u00e7\u00f5es e quistos. As imagens T2 s\u00e3o muito sens\u00edveis a artefactos de fluxo, i.e. um flu\u00eddo pode apresentar-se hipointenso se estiver em movimento especialmente se este for turbulento. Os subprodutos da degrada\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea apresentam sinal vari\u00e1vel no tempo (ver abaixo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> FLAIR <\/strong> (Fluid Attenuation Inversion Recovery) \u2013 Suprime o sinal do flu\u00eddo livre como o do LCR ou dentro de quistos, mas n\u00e3o o de les\u00f5es s\u00f3lidas como o de edema, inflama\u00e7\u00e3o ou neoplasia, tornando-as mais consp\u00edcuas na proximidade de estruturas com l\u00edquido (e.g. les\u00f5es periventriculares). Os flu\u00eddos com elevado teor proteico, sangue ou muito celulares n\u00e3o suprimem, como \u00e9 o caso dos abcessos ou as acumula\u00e7\u00f5es de muco ou alguns quistos associados a neoplasias. Sens\u00edvel ao contraste (ver abaixo).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig2.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-699 aligncenter\" title=\"Art685_Fig2\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig2.png\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig2.png 491w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig2-300x164.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 2: Les\u00e3o intraventricular dif\u00edcil de visualizar nas sequ\u00eancias ponderadas em T2 (A), mas facilmente detetada em FLAIR (B) depois da supress\u00e3o do sinal do l\u00edquido livre (LCR) <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> STIR <\/strong> (Short Tau Inversion Recovery), FatSat (Fat saturation) \u2013 Suprimem o sinal da gordura, tornando mais vis\u00edveis les\u00f5es na sua proximidade. Muito \u00fateis em imagem espinhal pois \u201capaga\u201d a gordura epidural, ou em estudos de nervos perif\u00e9ricos. As sequ\u00eancias STIR devem ser executadas antes da administra\u00e7\u00e3o de contraste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Estudos p\u00f3s-contraste <\/strong> &#8211; O agente de contraste utilizado em RM neurol\u00f3gica \u00e9 o Gadol\u00ednio, geralmente sob a forma de um sal deste. O gadol\u00ednio influencia os tempos de relaxamento em T1, tornando assim as estruturas que o captam mais intensas, o que indica aumento da vasculariza\u00e7\u00e3o ou disfun\u00e7\u00e3o da barreira hemato-encef\u00e1lica. As sequ\u00eancias FLAIR aumentam a sensibilidade ao contraste, e a utiliza\u00e7\u00e3o de sequ\u00eancias FatSat ao suprimir o sinal da gordura pode facilitar a identifica\u00e7\u00e3o de zonas de hiperintensidade p\u00f3s contraste. Em equipamentos que o permitam utiliza-se tamb\u00e9m o Pulso de Transfer\u00eancia de Magnetiza\u00e7\u00e3o (MTC) ap\u00f3s contraste. H\u00e1 estruturas que intensificam fisiologicamente ap\u00f3s contraste, como a hip\u00f3fise, o plexo cor\u00f3ide e alguns vasos sangu\u00edneos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Princ\u00edpios B\u00e1sicos da Interpreta\u00e7\u00e3o das Imagens <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As imagens ponderadas em T1 permitem uma observa\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica que consiste em apreciar a exist\u00eancia de malforma\u00e7\u00f5es, despropor\u00e7\u00f5es, assimetrias, desvios da linha m\u00e9dia. As imagens ponderadas em T2 mostram \u00e1reas de hiperintensidade que geralmente indicam edema, inflama\u00e7\u00e3o, neoplasia, e alguns est\u00e1dios p\u00f3s-hemorr\u00e1gicos. Estas altera\u00e7\u00f5es de sinal podem ser confirmadas ou melhor visualizadas com sequ\u00eancias FLAIR (enc\u00e9falo) ou STIR (coluna vertebral ou estudos de nervos perif\u00e9ricos) para suprimir respetivamente o sinal do LCR e da Gordura, e por fim determinar se h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es vis\u00edveis ap\u00f3s contraste com sequ\u00eancias ponderadas em T1 e\/ou FLAIR, ou T1 FatSat quando o equipamento o permite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As les\u00f5es encef\u00e1licas podem ser classificadas como intra ou extra-axiais, significando que se originam no par\u00eanquima ou \u00e0 superf\u00edcie do enc\u00e9falo respetivamente. As que afetam a medula espinhal classificam-se como extradurais, intradurais-extramedulares ou intramedulares. Podem existir les\u00f5es que ocupam espa\u00e7o e deformam ou comprimem as estruturas adjacentes (efeito de massa) e estas devem ser descritas quanto \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o, formato e tamanho, bem como as estruturas por ela afetadas (e.g. les\u00e3o localizada sobre o disco T13-L1 que ocupa cerca de metade da altura do canal medular e causa compress\u00e3o extramedular ventrolateral do lado direito). Por fim podem observar-se altera\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias como edema perilesional, sinais indicadores de aumento da press\u00e3o intracraniana, hidrocefalia, hemorragia, h\u00e9rnias do tecido cerebral, seringohidromielia. A RM permite tamb\u00e9m apreciar as estruturas adjacentes ao sistema nervoso como os ossos do cr\u00e2nio, v\u00e9rtebras e m\u00fasculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica das les\u00f5es \u00e9 muito importante e deve sempre ser comparada com os resultados do exame neurol\u00f3gico, para determinar se podem ser relevantes para a apresenta\u00e7\u00e3o de cada caso cl\u00ednico. A localiza\u00e7\u00e3o das les\u00f5es tamb\u00e9m pode ajudar a formular suspeitas quanto \u00e0 sua natureza (e.g. les\u00f5es hipofis\u00e1rias, dos plexos coroides, material amorfo sobre um disco intervertebral, ou dilata\u00e7\u00e3o de uma raiz nervosa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Inflama\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as inflamat\u00f3rias do SNC podem n\u00e3o mostrar altera\u00e7\u00f5es imagiol\u00f3gicas na RM ou podem manifestar-se como les\u00f5es multifocais dispersas pelo par\u00eanquima do c\u00e9rebro, tronco cerebral ou cerebelo (encefalites), medula espinhal (mielites, encefalomielites), e meninges (meningites, meningoencefalomielites), mas podem ocorrer como les\u00f5es solit\u00e1rias. Os padr\u00f5es lesionais da generalidade das doen\u00e7as inflamat\u00f3rias s\u00e3o sobrepon\u00edveis, o que significa que com raras exce\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar qual \u00e9 a doen\u00e7a em quest\u00e3o perante as carater\u00edsticas da imagem. Algumas doen\u00e7as por\u00e9m, mostram um padr\u00e3o repetitivo que permite uma suspeita mais forte, sempre a confirmar com os outros achados do exame neurol\u00f3gico, hist\u00f3ria, e exames complementares (LCR, anal\u00edtica sangu\u00ednea, bi\u00f3psias de tecido nervoso, resposta ao tratamento).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as inflamat\u00f3rias do SNC podem ser infecciosas ou de origem desconhecida (quando n\u00e3o se consegue identificar um agente causal infeccioso). As doen\u00e7as infecciosas mais frequentes s\u00e3o a Esgana, Erliquiose, Neosporose, Toxoplasmose, Riquetsiose e Clamidiose nos c\u00e3es, e as encefalites relacionadas com os v\u00edrus do FeLV (V\u00edrus da Leucemia Felina) e FIV (V\u00edrus da Imunodefici\u00eancia Felina) e da PIF (Coronav\u00edrus Felino, causador da Peritonite Infecciosa Felina), e a Toxoplasmose. A Esgana pode produzir padr\u00f5es bilaterais sim\u00e9tricos, e tem as forma aguda e a cr\u00f3nica. Pode notar-se perda da diferencia\u00e7\u00e3o entre a subst\u00e2ncia branca e a cinzenta, o que indica desmieliniza\u00e7\u00e3o. A PIF causa geralmente uma marcada inflama\u00e7\u00e3o do revestimento ventricular (ependimite), com caracter\u00edstico padr\u00e3o de intensifica\u00e7\u00e3o T1 p\u00f3s contraste e frequentemente hidrocefalia secund\u00e1ria. A Neosporose pode apresentar altera\u00e7\u00f5es no interior do SNC bem como nos m\u00fasculos esquel\u00e9ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as inflamat\u00f3rias de origem desconhecida s\u00e3o a MEG (meningoencefalomielite granulomatosa) a meningoencefalite necrosante (do ingl\u00eas NME, ou encefalite do PUG) e a leucoencefalite necrosante (do ingl\u00eas NLE ou encefalite do Yorkshire), e j\u00e1 foram descritas em v\u00e1rias ra\u00e7as. Podem nas fases iniciais ser todas muito parecidas cl\u00ednica e imagiologicamente, o diagn\u00f3stico definitivo s\u00f3 pode fazer-se por histopatologia. Ainda assim, a MEG geralmente apresenta-se com padr\u00e3o multifocal difuso e assim\u00e9trico, mas pode apresentar-se como les\u00e3o solit\u00e1ria especialmente no tronco cerebral. Tipicamente as encefalites necrosantes nas fases mais avan\u00e7adas provocam perdas de tecido (mal\u00e1cia) que se manifestam como cavita\u00e7\u00f5es na subst\u00e2ncia branca (NLE) ou cinzenta (NME), consoante o tipo lesional. Todas precisam de an\u00e1lise do LCR para despiste das doen\u00e7as infecciosas acima descritas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig3.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-700 aligncenter\" title=\"Art685_Fig3\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig3.png\" alt=\"\" width=\"475\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig3.png 776w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig3-300x128.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> <strong> Figura 3 <\/strong> : Doen\u00e7a inflamat\u00f3ria de origem desconhecida afetando o hemisf\u00e9rio direito num Golden Retriever adulto. B- sequ\u00eancia ponderada em T1 ap\u00f3s contraste: a les\u00e3o (*) localiza-se na subst\u00e2ncia branca e intensifica de forma intensa com margens irregulares. A- (T2 transversal) e C- (FLAIR dorsal): o edema associado difunde-se pela subst\u00e2ncia branca para al\u00e9m da les\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m evidente o desvio da linha m\u00e9dia e o desaparecimento do sinal do LCR subaracnoide que indicam a tumefa\u00e7\u00e3o e o aumento da press\u00e3o intracraniana (PIC). O LCR mostrou aumento celular e as pesquisas de agentes infecciosos foram negativas. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> A&#8217;,B&#8217; e C&#8217; &#8211; Duas semanas depois do tratamento com prednisolona e imunomoduladores: a \u00e1rea de capta\u00e7\u00e3o de contraste \u00e9 agora residual, e as altera\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias (edema, desvio da linha m\u00e9dia) est\u00e3o menores. Os sulcos cerebrais com sinal do LCR j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis, indicando resolu\u00e7\u00e3o do aumento da PIC. A localiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o na subst\u00e2ncia branca e a evolu\u00e7\u00e3o p\u00f3s tratamento sugerem Leucoencefalite ou Meningoencefalite Granulomatosa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras doen\u00e7as inflamat\u00f3rias do SNC que afetam predominantemente as meninges s\u00e3o a S\u00edndrome Meningite Arterite Responsiva aos Cortic\u00f3ides (do Ingl\u00eas SRMA). Pode afetar qualquer ra\u00e7a, mas \u00e9 mais frequente em c\u00e3es jovens das ra\u00e7as Pastor de Berna, Beagle ( <em> Beagle Pain Syndrome <\/em> ) e Boxer. Muitas vezes inaparente na RM, pode mostrar-se como intensifica\u00e7\u00e3o p\u00f3s contraste nas leptomeninges da medula espinhal cervical ou encef\u00e1lica. O diagn\u00f3stico precisa de an\u00e1lise do LCR. As Paquimeningites est\u00e3o descritas principalmente nos Galgos mas podem ocorrer em qualquer ra\u00e7a. Recentemente foi descrita uma s\u00e9rie de 6 casos (a maioria Galgos) com paquimeningite idiop\u00e1tica craniana envolvendo deficits em m\u00faltiplos pares cranianos (P. Roynard et al 2012). Nas imagens pode observar-se intensifica\u00e7\u00e3o das paquimeninges e os resultados do LCR s\u00e3o vari\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mielites mostram-se como hiperintensidades intramedulares focais ou difusas podendo confundir-se com les\u00f5es vasculares (mielopatia isqu\u00e9mica) ou mesmo com algumas neoplasias. A hist\u00f3ria (in\u00edcio e progress\u00e3o dos sinais) e os achados do exame neurol\u00f3gico e da anal\u00edtica (LCR e sangue) podem ajudar na distin\u00e7\u00e3o. As causas podem ser as mesmas das encefalites, estando descritas algumas mielites idiop\u00e1ticas. Outras causas de doen\u00e7a inflamat\u00f3ria do SNC menos frequentes podem ter origem bacteriana (Estafilococos e Estreptococos), parasit\u00e1ria (Filarioses), f\u00fangica ou relacionada com algas ou corpos estranhos (e.g. praganas).<\/p>\n<p>A RM permite tamb\u00e9m detetar altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias dos ouvidos m\u00e9dio e interno (otites) das v\u00e9rtebras (espondilites, fisites), discos intervertebrais (disquites, discoespondilites) e do canal medular (empiemas, esteatite epidural) com maior sensibilidade do que as radiografias ou a TAC. Aqui as sequ\u00eancias STIR s\u00e3o \u00fateis, pois apagam o sinal da gordura e as \u00e1reas inflamadas aparecem hiperintensas sobre um fundo escuro. Nas discoespondilites, as margens vertebrais que contactam o disco afetado podem perder a sua defini\u00e7\u00e3o, caracter\u00edstica melhor apreciada em T1 ou nas sequ\u00eancias Gradient Echo (GRE). O sinal T2 dos discos afetados geralmente \u00e9 hiperintenso em T2, podendo mostrar-se hipointenso quando o conte\u00fado em c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias \u00e9 muito abundante, com pouco componente efusivo. Geralmente a intensifica\u00e7\u00e3o T1 p\u00f3s contraste \u00e9 perilesional, sugerindo forma\u00e7\u00e3o de abcesso. Podem observar-se corpos estranhos como praganas. <a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig4.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Art685_Fig4\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig4.png\" alt=\"\" width=\"452\" height=\"120\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> <strong> Figura 4 <\/strong> : Otite m\u00e9dia\/interna do lado direito num c\u00e3o. Conte\u00fado da bolha timp\u00e2nica com sinal misto hiper- e isointenso com o par\u00eanquima cerebral nas imagens ponderadas em T2 (A) e STIR (C). Este conte\u00fado \u00e9 isointenso em T1 ap\u00f3s contraste (B) notando-se intensifica\u00e7\u00e3o do revestimento epitelial. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig5.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Art685_Fig5\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig5.png\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"224\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> <strong> Figura 5 <\/strong> : Discoespondilite C3-C4. A- Imagem sagital ponderada em T2: disco hiperintenso e perda da defini\u00e7\u00e3o das margens dos corpos vertebrais adjacentes, presen\u00e7a de material dorsalmente ao disco no interior do canal medular, com compress\u00e3o extramedular ventral ; B \u2013 Imagem sagital ponderada em T1: sinal misto no interior do disco, margens vertebrais l\u00edticas,; C \u2013 Imagem transversal ponderada em T1 ap\u00f3s contraste ao n\u00edvel do disco intervertebral afetado: o material que comprime a medula espinhal tem o mesmo sinal do n\u00facleo do disco intervertebral, sugerindo empiema; D \u2013 Imagem sagital STIR: o sinal da gordura foi suprimido, tornando a les\u00e3o mais evidente ; E \u2013 Imagem sagital ponderada em T1 ap\u00f3s contraste: intensifica\u00e7\u00e3o do material que comprime a medula espinhal e intensifica\u00e7\u00e3o do disco na periferia da les\u00e3o sugerindo forma\u00e7\u00e3o de abcesso; F \u2013 Imagem transversal ponderada em T2: diferen\u00e7a do sinal no interior do disco intervertebral e do material no canal medular. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Altera\u00e7\u00f5es Degenerativas <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as degenerativas do SNC geralmente n\u00e3o mostram grandes altera\u00e7\u00f5es imagiol\u00f3gicas. O diagn\u00f3stico definitivo de Mielopatia Degenerativa (MD) s\u00f3 se pode fazer por histopatologia da medula espinhal. Na pr\u00e1tica cl\u00ednica suspeita-se de MD em c\u00e3es idosos que mostrem ataxia e parapar\u00e9sia progressivas. Estes sinais podem estar presentes com outras patologias como neoplasias ou h\u00e9rnias discais, que devem ser despistadas por imagiologia, mas que frequentemente coexistem no mesmo animal, dificultando a tomada de decis\u00f5es cl\u00ednicas. Foi desenvolvido um teste gen\u00e9tico para detetar muta\u00e7\u00f5es do gene SOD1 que nos humanos est\u00e1 associado \u00e0 Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica (ELA). Os c\u00e3es homozig\u00f3ticos t\u00eam elevada probabilidade de desenvolver a doen\u00e7a, mas t\u00eam sido reportados casos de MD confirmada histopatologicamente em c\u00e3es negativos para esta muta\u00e7\u00e3o. Nos humanos existem crit\u00e9rios imagiol\u00f3gicos para ajudar ao diagn\u00f3stico da ELA (e.g. hiperintensidade nos tratos cortico-espinhais intracranianos). Como existem estas semelhan\u00e7as entre a MD canina e a ELA dos humanos, est\u00e1 em curso intensa investiga\u00e7\u00e3o em c\u00e3es para ajudar a melhorar o diagn\u00f3stico e tratamento nas duas esp\u00e9cies. Algumas modalidades de RM mais avan\u00e7adas como a DTI ( <em> Diffusion Tensor Imaging <\/em> ) parecem promissoras pois podem detetar tratos afetados no interior da medula espinhal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As s\u00edndromes de disfun\u00e7\u00e3o cognitiva ainda carecem de crit\u00e9rios imagiol\u00f3gicos definidos em c\u00e3es, mas em alguns casos podem observar-se sinais comuns a algumas das dem\u00eancias dos humanos, como atrofia cortical, diminui\u00e7\u00e3o da altura da ades\u00e3o intertal\u00e2mica e determinadas hiperintensidades periventriculares em T2 e em FLAIR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As altera\u00e7\u00f5es degenerativas espinhais mais frequentes s\u00e3o as doen\u00e7as do disco intervertebral, as espondilomielopatias cervicais (S\u00edndrome de Wobbler) e as estenoses lombo-sagradas. O sinal dos discos intervertebrais \u00e9 geralmente intenso nas imagens ponderadas em T1 e hiperintenso em T2. O processo de degeneresc\u00eancia altera o seu sinal, tornando-se este progressivamente menos intenso em T2 \u00e0 medida que o n\u00facleo pulposo perde hidrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig6.bmp\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-720 aligncenter\" title=\"Art685_Fig6\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig6.bmp\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"191\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 6: Imagem t\u00edpica das h\u00e9rnias tipo II: os discos afetados est\u00e3o degenerados (diminui\u00e7\u00e3o do sinal T2) e com graus vari\u00e1veis de protrus\u00e3o para o canal medular. S\u00e3o tamb\u00e9m vis\u00edveis outras altera\u00e7\u00f5es degenerativas vertebrais (espondilose deformante ventral. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig7.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Art685_Fig7\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig7.png\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"208\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 7: Extrus\u00e3o discal num c\u00e3o de ra\u00e7a condrodistr\u00f3fica com parapl\u00e9gia aguda sem perce\u00e7\u00e3o da dor profunda: a medula espinhal est\u00e1 comprimida por material heterog\u00e9neo que ocupa uma posi\u00e7\u00e3o ventral no canal medular (setas) mostrando sinal hipo-, iso- hiperintenso nesta sequ\u00eancia ponderada em T2. Os discos intervertebrais apresentam v\u00e1rios graus de degeneresc\u00eancia. Nota-se uma \u00e1rea de hipersinal intramedular caudal \u00e0 compress\u00e3o (*). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes \u00e9 poss\u00edvel identificar caracter\u00edsticas que permitem classificar as h\u00e9rnias discais como tipo I de Hansen (extrus\u00e3o) ou tipo II (protrus\u00e3o). Nas extrus\u00f5es do n\u00facleo pulposo pode detetar-se material amorfo de sinal hiper-, hipointenso ou misto em T1 e em T2, frequentemente misturado com hematoma, causando graus vari\u00e1veis de compress\u00e3o medular e\/ou radicular (e.g. extrus\u00e3o foraminal). A fraca resolu\u00e7\u00e3o espacial das unidades de baixo campo magn\u00e9tico torna por vezes este diagn\u00f3stico muito dif\u00edcil (especialmente no que toca a determinar o lado da compress\u00e3o para decidir o acesso cir\u00fargico), pelo que se pode combinar com a Mielografia ou TAC. No entanto, a RM permite detetar altera\u00e7\u00f5es do sinal intramedular, fator importante para o progn\u00f3stico e para algumas decis\u00f5es operat\u00f3rias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig8.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-705 aligncenter\" title=\"Art685_Fig8\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig8.png\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig8.png 625w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig8-300x146.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 8 Compress\u00e3o extramedular ventral causada por material proveniente do disco intervertebral C4-C5. A &#8211; T1 sagital o material discal \u00e9 iso- a hipointenso com a medula espinhal; B &#8211; T2 Sagital, C, D, E e F &#8211; T2 transversais .: o material discal \u00e9 hiperintenso, nota-se diminui\u00e7\u00e3o da altura do n\u00facleo pulposo do disco herniado, sem altera\u00e7\u00e3o do seu sinal sugerindo que este n\u00e3o est\u00e1 degenerado. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro tipo de les\u00e3o medular associada ao disco intervertebral \u00e9 causada pela extrus\u00e3o n\u00e3o compressiva, tamb\u00e9m conhecida como de baixo volume e alta velocidade, que tem vindo a ser designada como tipo III (embora esta denomina\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja universalmente aceite). Nestes casos a medula espinhal apresenta-se com hiperintensidade focal T2 e no canal medular podem identificar-se ind\u00edcios de material discal e hematoma que n\u00e3o causam compress\u00e3o significativa. O disco intervertebral adjacente geralmente mostra diminui\u00e7\u00e3o do volume do n\u00facleo pulposo que pode n\u00e3o estar degenerado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig9.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-706 aligncenter\" title=\"Art685_Fig9\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig9.png\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig9.png 621w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig9-300x159.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 9: C\u00e3o da ra\u00e7a Whippet com parapl\u00e9gia s\u00fabita durante atividade f\u00edsica intensa. Nota-se les\u00e3o focal intramedular que \u00e9 pouco evidente nas imagens ponderadas em T1 (A), mas \u00e9 hiperintensa em T2 (B e D). A altura e largura do n\u00facleo pulposo do disco adjacente \u00e0 les\u00e3o intramedular est\u00e3o diminu\u00eddas (E), e h\u00e1 material no canal medular que n\u00e3o causa compress\u00e3o medular significativa (A, B, C). Suspeita de extrus\u00e3o n\u00e3o compressiva. Este paciente recuperou quase totalmente com tratamento conservador. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00edndromes de Wobbler podem ser associados ao(s) disco(s) intervertebral(is) e\/ou a instabilidade vertebral com hipertrofia dos tecidos periarticulares (ligamento amarelo, ligamento longitudinal dorsal, c\u00e1psulas articulares). Nestes casos devem realizar-se estudos din\u00e2micos, <em> i.e. <\/em> comparar a compress\u00e3o medular antes e depois de aplicar tra\u00e7\u00e3o cervical no sentido rostral. Estas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u00fateis para o planeamento cir\u00fargico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Neoplasias e massas n\u00e3o neopl\u00e1sicas <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As massas encef\u00e1licas, como j\u00e1 se referiu acima, podem ser classificadas como intra ou extra-axiais. Para al\u00e9m do efeito de massa e consequente compress\u00e3o e desvio das estruturas intracranianas adjacentes, est\u00e3o muitas vezes associadas a edema perilesional que tem tend\u00eancia para se difundir pela subst\u00e2ncia branca. Na medula espinhal usa-se a designa\u00e7\u00e3o extradural, intradural extramedular, intramedular. Estas classifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o por vezes muito dif\u00edceis de decidir pelas imagens mas s\u00e3o \u00fateis para a elabora\u00e7\u00e3o de progn\u00f3sticos e para o planeamento de cirurgia. As massas podem ter origem neopl\u00e1sica mas no momento da elabora\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos diferenciais devem tamb\u00e9m considerar-se as massas de origem inflamat\u00f3ria como os granulomas e abcessos que podem apresentar caracter\u00edsticas imagiol\u00f3gicas similares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tumores prim\u00e1rios do SNC s\u00e3o os Gliomas, os Meningiomas, os Ependimomas e os tumores do plexo cor\u00f3ide. Tamb\u00e9m podem considerar-se os tumores da hip\u00f3fise e os linfomas com origem no SNC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Meningiomas s\u00e3o geralmente extra-axiais, com base larga virada para o exterior do enc\u00e9falo. Aparecem como massas compactas ou em forma de placa, que podem conter \u00e1reas qu\u00edsticas, mineralizadas, necr\u00f3ticas ou hemorr\u00e1gicas. S\u00e3o habitualmente iso- a hipointensos com a subst\u00e2ncia cinzenta cortical em T1, e iso- a hiperintensos em T2. Ap\u00f3s contraste, os Meningiomas tendem a intensificar francamente de forma homog\u00e9nea ou heterog\u00e9nea. Por vezes, nota-se o sinal da cauda dural (dural tail) nas imagens p\u00f3s contraste. O osso craniano adjacente pode estar mais espessado (hiperostose). Geralmente solit\u00e1rios, podem coexistir v\u00e1rios Meningiomas no mesmo animal, especialmente em gatos. Os Meningiomas tamb\u00e9m podem ocorrer na medula espinhal, notando-se uma predile\u00e7\u00e3o para a regi\u00e3o cervical alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Gliomas s\u00e3o intra-axiais, provenientes dos tipos celulares Astr\u00f3citos e Oligodendr\u00f3citos. Os Astrocitomas originam-se da subst\u00e2ncia cinzenta, enquanto os Oligodendrogliomas podem originar-se tamb\u00e9m da subst\u00e2ncia branca. Existem muitos subtipos de Gliomas, com graus de malignidade muito vari\u00e1veis. Esta heterogeneidade traduz-se em m\u00faltiplos padr\u00f5es imagiol\u00f3gicos, com alguns gliomas causando efeito de massa, outros mostrando um padr\u00e3o infiltrativo, que se confunde com o das doen\u00e7as inflamat\u00f3rias. Podem ser marcadamente hiperintensos em T2 e FLAIR, habitualmente iso- a hipointensos em T1 e podem ou n\u00e3o intensificar ap\u00f3s contraste. Por vezes a intensifica\u00e7\u00e3o dos gliomas pode fazer-se na sua periferia, num caracter\u00edstico padr\u00e3o em anel, que no entanto pode tamb\u00e9m ocorrer em outros tumores ou mesmo em doen\u00e7as inflamat\u00f3rias e algumas vasculares.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig10.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-707 aligncenter\" title=\"Art685_Fig10\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig10.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig10.png 742w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig10-300x91.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 10: O c\u00e3o da figura 1. Les\u00e3o intra-axial com intensifica\u00e7\u00e3o em anel na imagem ponderada em T1 ap\u00f3s contraste (A); O interior da les\u00e3o \u00e9 hiperintenso em T2 (B) mas n\u00e3o suprime completamente em FLAIR indicando que ter\u00e1 conte\u00fado proteico ou celular. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tumores do plexo cor\u00f3ide t\u00eam origem intraventricular com sinal vari\u00e1vel em T1 e T2, mas porque s\u00e3o muito vasculariza\u00e7\u00e3o, intensificam bem ap\u00f3s contraste. Tal como os tumores do ependima, podem esfoliar e metastizar para localiza\u00e7\u00f5es a jusante do fluxo de LCR intracraniano ou na medula espinhal. Assim, aquando da suspeita destes tumores intraventriculares, pode justificar-se tamb\u00e9m estudar a medula espinhal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tumores da hip\u00f3fise. Localiza\u00e7\u00e3o selar ou supraselar, partilhada tamb\u00e9m com Hamartomas, Craniofaringiomas, Meningiomas, quistos e met\u00e1stases. Os pacientes afetados podem apresentar disfun\u00e7\u00e3o end\u00f3crina concomitante. Os Macroadenomas s\u00e3o muito evidentes, com efeito massa bastante marcado e hiperintensidade T2 e FLAIR. Nos humanos, as massas supraselares s\u00e3o uma causa frequente de cegueira, por compress\u00e3o do quiasma \u00f3ptico Em c\u00e3es pode acontecer, mas quando as massas atingem grandes dimens\u00f5es, uma vez que o quiasma est\u00e1 um pouco mais rostralmente situado tendendo a compress\u00e3o a elevar o dienc\u00e9falo. Os Microadenomas s\u00e3o mais dif\u00edceis de detetar, especialmente em campo magn\u00e9tico baixo, e mesmo em campos elevados podem precisar de estudos din\u00e2micos p\u00f3s contraste (imagens seriadas imediatamente ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o), uma vez que a adenohip\u00f3fise intensifica bastante em animais normais devido \u00e0 rica vasculariza\u00e7\u00e3o. A neurohip\u00f3fise cont\u00e9m uma elevada concentra\u00e7\u00e3o de neurotransmissores (vasopressina) que lhe confere sinal intenso em T1 e em determinados estados hormonalmente ativos, como a lacta\u00e7\u00e3o. O mesmo se pode verificar na adenohip\u00f3fise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem tamb\u00e9m tumores de c\u00e9lulas precursoras (Blastomas) que afetam o sistema nervoso, como o Glioblastoma Multiforme (o mais maligno dos tumores cerebrais prim\u00e1rios), ou com localiza\u00e7\u00f5es determinadas, como os do lobo olfativo e mucosa nasal (Estesioneuroblastomas), da fossa caudal (Meduloblastomas no cerebelo) ou da medula espinhal lombar (Nefroblastoma). Tendem a ocorrer em animais jovens, mas tanto os olfativos como os meduloblastomas tamb\u00e9m surgem em animais mais idosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Tumores dos nervos perif\u00e9ricos <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem observar-se em nervos cranianos dentro ou fora do calv\u00e1rio, sendo que no primeiro caso tamb\u00e9m podem causar compress\u00e3o encef\u00e1lica para al\u00e9m da disfun\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio nervo afetado. Uma apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica \u00e9 a atrofia unilateral dos m\u00fasculos da mastiga\u00e7\u00e3o relacionada com tumefa\u00e7\u00e3o do nervo trig\u00e9meo ipsilateral. Tamb\u00e9m se podem observar altera\u00e7\u00f5es de nervos perif\u00e9ricos que cursam numa determinada localiza\u00e7\u00e3o (e.g. neoplasia no seio cavernoso afetando simultaneamente os nervos cranianos III, IV, V1, VI).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tumores dos nervos espinhais tamb\u00e9m podem ser detetados dentro do canal medular, causando assim compress\u00e3o da medula espinhal. Outra localiza\u00e7\u00e3o importante para os tumores dos nervos perif\u00e9ricos s\u00e3o os plexos braquial e lombo-sagrado. Nestes estudos as sequ\u00eancias STIR s\u00e3o \u00fateis porque anulam o sinal da gordura que envolve estas estruturas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig11.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-708 aligncenter\" title=\"Art685_Fig11\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig11.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"139\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig11.png 805w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig11-300x92.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/> <\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"wp-caption\" style=\"font-size: 10px;\"> Figura 11: Tumor da raiz nervosa esquerda em L4 (*). Nota-se na imagem ponderada em T2 uma linha de sinal LCR delimitando a les\u00e3o, o que sugere localiza\u00e7\u00e3o extramedular (no enc\u00e9falo este sinal caracteriza les\u00f5es extra-axiais), e \u00e9 tamb\u00e9m vis\u00edvel edema (e) da medula espinhal cranial e caudal \u00e0 les\u00e3o. Esta intensifica de forma homog\u00e9nea nas imagens ponderadas em T1 ap\u00f3s contraste (B- dorsal e C- transversal). Em (B) a les\u00e3o prolonga-se fora do canal medular do lado esquerdo(seta). Na imagem transversal (C) verifica-se que a medula espinhal est\u00e1 fortemente comprimida ficando reduzida a uma fina estrutura numa posi\u00e7\u00e3o dorsolateral direita (cabe\u00e7as de seta). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os linfomas podem ocorrer como neoplasias do sistema nervoso, e t\u00eam tanta diversidade lesional que podem ser inclu\u00eddos nos diagn\u00f3sticos diferenciais de praticamente todas as apresenta\u00e7\u00f5es comuns a neoplasia e a inflama\u00e7\u00e3o. Outra particularidade dos linfomas \u00e9 a de poderem percorrer os trajetos dos nervos perif\u00e9ricos e atrav\u00e9s destes serem observados dentro e fora do SNC habitualmente num padr\u00e3o difuso infiltrativo. No entanto, podem surgir como massas bem delimitadas. Os linfomas podem a ser hipo- iso- ou ligeiramente intensos em T1 e habitualmente intensificam ap\u00f3s contraste. Para al\u00e9m dos linfomas de ocorr\u00eancia natural, salienta-se a incid\u00eancia nos gatos FeLV positivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tumores secund\u00e1rios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neoplasias e outras massas que se originam na proximidade do sistema nervoso e o afetam, como os tumores dos ossos do cr\u00e2nio, das v\u00e9rtebras, dos m\u00fasculos cranianos e paraespinhais, da cavidade nasal, ouvido m\u00e9dio ou das gl\u00e2ndulas salivares e lacrimais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As met\u00e1stases no SNC tendem a ser mais frequentes na transi\u00e7\u00e3o entre a subst\u00e2ncia branca e a cinzenta, mas podem surgir em qualquer localiza\u00e7\u00e3o, como nas meninges ou na hip\u00f3fise. S\u00e3o solit\u00e1rias ou m\u00faltiplas e muitas vezes com diferentes tamanhos, denotando uma dissemina\u00e7\u00e3o no tempo. Tamb\u00e9m se detetam nos tecidos adjacentes ao SNC (e.g. v\u00e9rtebras, canal medular). Podem ser inconsp\u00edcuas em T1, mas tipicamente intensificam bem ap\u00f3s contraste, e geralmente causam intensas altera\u00e7\u00f5es peritumorais (edema, hemorragia).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig12.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-709 aligncenter\" title=\"Art685_Fig12\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig12.png\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig12.png 879w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig12-300x133.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 12: Suspeita de met\u00e1stases cerebrais: les\u00f5es m\u00faltiplas multifocais (n\u00fameros) com tamanhos diferentes numa cadela com hist\u00f3ria de tumores mam\u00e1rios. Estas les\u00f5es apresentam caracter\u00edsticas de sinal similares nas imagens ponderadas em T1 ap\u00f3s contraste (A). A les\u00e3o no lobo piriforme do lado direito (1) mostra exuberante edema perilesional (e) que se prolonga pela subst\u00e2ncia branca do hemisf\u00e9rio ipsilateral nas imagens T2 transversal (B) e FLAIR dorsal (C). A les\u00e3o mais ventral no t\u00e1lamo esquerdo (2) apresenta uma \u00e1rea hipointensa em T2 (B) sugestiva de foco. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Altera\u00e7\u00f5es Vasculares <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e3o descritas algumas malforma\u00e7\u00f5es arteriovenosas em animais de companhia tanto no enc\u00e9falo como na medula espinhal. Os aneurismas n\u00e3o s\u00e3o frequentes em c\u00e3es e gatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hemorragias no SNC podem estar associadas a traumatismos, neoplasias, doen\u00e7as vasculares, algumas inflama\u00e7\u00f5es, e doen\u00e7as degenerativas (e.g. h\u00e9rnias discais). A identifica\u00e7\u00e3o do sangue\/hematoma \u00e9 por vezes dif\u00edcil, uma vez que os subprodutos da hemoglobina sofrem varia\u00e7\u00f5es importantes do seu sinal T1 e T2 desde o momento da hemorragia, oxi- e desoxi-hemoglobina, passando por metahemoglobina, at\u00e9 hemossiderina. Uma forma de facilitar a identifica\u00e7\u00e3o de hemorragia \u00e9 a sequ\u00eancia T2* que \u00e9 muito suscet\u00edvel a criar artefactos devidos \u00e0 presen\u00e7a do \u00e1tomo de ferro nos produtos da degrada\u00e7\u00e3o da hemoglobina, mostrando-os como um vazio de sinal. Estes artefactos s\u00e3o mais evidentes em campos magn\u00e9ticos elevados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A progressiva utiliza\u00e7\u00e3o da RM permitiu perceber que os enfartes vasculares (no ingl\u00eas <em> stroke <\/em> ) acontecem com alguma frequ\u00eancia no enc\u00e9falo e na medula espinhal dos c\u00e3es e gatos. S\u00e3o quadros agudos, que resultam da interrup\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea no tecido nervoso (enfarte) devida \u00e0 rutura (com hemorragia associada) ou oclus\u00e3o (embolia ou trombose) de um vaso sangu\u00edneo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na medula espinhal designa-se mielopatia isqu\u00e9mica, sendo a causa mais frequente a tromboembolia fibrocartilaginosa, <em> i.e <\/em> . oclus\u00e3o de uma ou mais art\u00e9rias medulares por fibrocartilagem que se acredita ter origem no disco intervertebral. Os animais afetados s\u00e3o acometidos de disfun\u00e7\u00e3o medular (par\u00e9sia ou pl\u00e9gia) aguda n\u00e3o progressiva (ou progressiva em minutos) frequentemente assim\u00e9trica, que acontece geralmente durante atividade f\u00edsica. As mielografias podem n\u00e3o mostrar altera\u00e7\u00f5es ou pode notar-se tumefa\u00e7\u00e3o focalizada da medula espinhal. A RM destes pacientes pode estar normal nas primeiras 24 a 48h. As altera\u00e7\u00f5es na RM que s\u00e3o sugestivas de mielopatia isqu\u00e9mica s\u00e3o a identifica\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea focal e bem demarcada de les\u00e3o intramedular (tecido enfartado edematoso) hiperintensa nas imagens ponderadas em T2 e FLAIR, iso- a hipointensas em T1, envolvendo principalmente a subst\u00e2ncia cinzenta. Pode haver ligeira intensifica\u00e7\u00e3o p\u00f3s contraste que se torna mais aparente a partir de uma semana do in\u00edcio dos sinais. As modalidades de imagem Difus\u00e3o (DWI no ingl\u00eas) permitem a dete\u00e7\u00e3o mais precoce das \u00e1reas de enfarte, mas requerem equipamento de elevada resolu\u00e7\u00e3o e s\u00e3o mais dif\u00edceis em c\u00e3es e gatos devido ao menor di\u00e2metro da medula espinhal quando comparado com o dos humanos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig13.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-710 aligncenter\" title=\"Art685_Fig13\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig13.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"85\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig13.png 988w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig13-300x56.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 13: estudo lombar de um c\u00e3o com monopar\u00e9sia aguda do MPEsquerdo. Les\u00e3o intramedular focal (*) ao n\u00edvel da v\u00e9rtebra L4, hipointensa em T1 (A), hiperintensa em T2 (B, C), francamente lateralizada \u00e0 esquerda (C). A \u00e1rea hiperintensa em T1 e em T2 localizada no canal medular ao n\u00edvel L5-L6 corresponde a hemorragia recente (pun\u00e7\u00e3o com agulha espinhal para mielografia). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No enc\u00e9falo os enfartes classificam-se em <span style=\"text-decoration: underline;\"> lacunares <\/span> se afetam uma art\u00e9ria de pequenas dimens\u00f5es, e em <span style=\"text-decoration: underline;\"> territoriais <\/span> se afetam um dos grandes vasos cerebrais (ou cerebelares). Os enfartes podem ser causados por trombos s\u00e9pticos (e.g. Endocardite bacteriana), metast\u00e1ticos (e.g. neoplasias abdominais, mam\u00e1rias ou intravasculares como Linfoma), aterosclerose (Hipotiroidismo, Hiperlipid\u00e9mias), parasitas (e.g. <em> Dirofilaria immitis <\/em> e <em> Angiostrongyllus vasorum <\/em> em c\u00e3es, <em> Cuterebra <\/em> em gatos dos EUA), Embolia Fibrocartilaginosa, Co\u00e1gulos (doen\u00e7a cardiovascular). Em cerca de metade dos animais afetados por enfarte cerebral diagnostica-se uma doen\u00e7a concomitante (Hipotiroidismo, Hiperadrenocorticismo, Doen\u00e7a renal cr\u00f3nica, Hipertens\u00e3o). A RM convencional consegue detetar as \u00e1reas enfartadas a partir das primeiras 12 a 24h. Com DWI consegue-se mais cedo (ver doen\u00e7as vasculares da medula espinhal). As \u00e1reas enfartadas s\u00e3o, como na medula espinhal bem delimitadas respeitando habitualmente a linha m\u00e9dia e sem efeito de massa. O seu sinal \u00e9 hiperintenso nas imagens ponderadas em T2 e FLAIR, hipo- a isointensas em T1, com pouca ou nenhuma intensifica\u00e7\u00e3o em T1 p\u00f3s contraste nas fases iniciais, e a que se detete \u00e9 perif\u00e9rica. Estas s\u00e3o caracter\u00edsticas de sinal que se confundem com doen\u00e7as inflamat\u00f3rias e neoplasias. Suspeita-se de enfarte quando o quadro \u00e9 agudo, e a les\u00e3o (com as caracter\u00edsticas acima descritas) tem uma distribui\u00e7\u00e3o correspondente ao territ\u00f3rio de um determinado vaso sangu\u00edneo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig14.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-689 aligncenter\" title=\"Art685_Fig14\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig14.png\" alt=\"\" width=\"453\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig14.png 454w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig14-300x194.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 14: Enfarte da Art\u00e9ria Cerebelar Rostral do lado direito: les\u00e3o hiperintensa em FLAIR (A) e T2 (B), sem efeito de massa e com limites bem demarcados, que respeita a linha m\u00e9dia. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Anomalias e Malforma\u00e7\u00f5es <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas malforma\u00e7\u00f5es e anomalias do desenvolvimento embrion\u00e1rio do par\u00eanquima cerebral podem ser detetadas por RM, como a Lisencefalia (aus\u00eancia de circunvolu\u00e7\u00f5es cerebrais) ou Polimicrogiria (diminui\u00e7\u00e3o das circunvolu\u00e7\u00f5es), aus\u00eancia parcial ou total do corpo caloso, Displasia Cortical (causa frequente de epilepsia em humanos). Embora tenha causas inflamat\u00f3rias (infe\u00e7\u00f5es in \u00fatero), podem tamb\u00e9m referir-se aqui as situa\u00e7\u00f5es de Hipoplasia do Cerebelo que podem ser cong\u00e9nitas ou adquiridas nos primeiros meses de vida. Existem muitas malforma\u00e7\u00f5es complexas do desenvolvimento encef\u00e1lico que s\u00e3o incompat\u00edveis com a vida, mas algumas podem ser detetadas pela RM em animais vi\u00e1veis mas com deficits neurol\u00f3gicos, como as Porencefalias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hidrocefalia pode ser cong\u00e9nita ou adquirida mas muitas vezes esta distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o se consegue fazer imagiologicamente. Os tipos cl\u00e1ssicos de hidrocefalia s\u00e3o a comunicante e a n\u00e3o comunicante consoante se detetem les\u00f5es que causem obstru\u00e7\u00e3o ao fluxo do LCR dos ventr\u00edculos laterais para o terceiro e quarto ventr\u00edculos, e posterior passagem pelas aberturas laterais para o espa\u00e7o subaracnoide, e\/ou normal fluxo para a medula espinhal ( <em> e.g. <\/em> Atr\u00e9sia do aqueduto mesencef\u00e1lico, massas tumorais). Tamb\u00e9m se podem definir a Hidrocefalia externa (aumento do espa\u00e7o subaracnoide cerebral com colapso do c\u00e9rebro), as Hidrocefalias compensat\u00f3rias tamb\u00e9m denominadas ex vacquo i.e. acumula\u00e7\u00f5es de LCR resultantes de \u00e1reas onde se perdeu tecido encef\u00e1lico geralmente por reabsor\u00e7\u00e3o p\u00f3s mal\u00e1cia (estas n\u00e3o s\u00e3o verdadeiras Hidrocefalias pois n\u00e3o resultam de acumula\u00e7\u00e3o ativa do LCR), e conceitos modernos que incluem a Hidrocefalia com press\u00e3o normal (Normal Pressure Hydrocephalus) atualmente reconhecida como uma causa trat\u00e1vel de dem\u00eancia em humanos, suspeitando-se que o mesmo processo ocorra em algumas ra\u00e7as de c\u00e3es. Imagiologicamente deve tentar-se determinar se a hidrocefalia est\u00e1 em desenvolvimento ou se encontra \u201ccompensada\u201d pela dete\u00e7\u00e3o de hiperintensidades FLAIR periventriculares, particularmente nas convexidades dos cornos dos ventr\u00edculos laterais, ou se h\u00e1 ind\u00edcios de hemorragia intraventricular como presen\u00e7a de linhas de sedimenta\u00e7\u00e3o nas por\u00e7\u00f5es mais baixas dos ventr\u00edculos (ventral ou lateral consoante o dec\u00fabito do paciente durante o exame), menor supress\u00e3o do sinal FLAIR do LCR (hemorragia recente, supura\u00e7\u00e3o ou aumento do teor proteico). Quando existe da aumento da press\u00e3o intraventricular os ventr\u00edculos assumem formato abaulado, e o c\u00e9rebro est\u00e1 comprimido contra a caixa craniana, resultando em apagamento do sinal do LCR subaracnoide.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig15.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-690 aligncenter\" title=\"Art685_Fig15\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig15.png\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig15.png 1284w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig15-300x71.png 300w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig15-1024x243.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 15: Marcada dilata\u00e7\u00e3o dos ventr\u00edculos laterais (VL) e do terceiro ventr\u00edculo (III) hidrocefalia, com o aqueduto mesencef\u00e1lico patente mas sem dilata\u00e7\u00e3o do quarto ventr\u00edculo. O sinal do LCR intraventricular \u00e9 hipointenso em T1, hiperintenso em T2 e suprime em FLAIR ( <em> i.e. <\/em> torna-se hipointenso). O cerebelo parece malformado e \u00e9 vis\u00edvel dorsal a este uma \u00e1rea com sinal do LCR sugerindo forma\u00e7\u00e3o qu\u00edstica (estrela). <\/span><\/p>\n<p>\u00a0As Seringohidromielias, tal como as Hidrocefalias, podem ser cong\u00e9nitas ou adquiridas. As malforma\u00e7\u00f5es occipitais caudais (MOC) com semelhan\u00e7as ao s\u00edndrome de Arnold-Chiari em humanos resultam em incongru\u00eancia entre o volume da fossa caudal e o volume do tecido encef\u00e1lico nela contida. Acaba por resultar em hernia\u00e7\u00e3o caudal da por\u00e7\u00e3o caudoventral do cerebelo pelo foramen Magno, e na forma\u00e7\u00e3o de cavita\u00e7\u00f5es detet\u00e1veis na medula espinhal cervical e muitas vezes tamb\u00e9m tor\u00e1cica e lombar. O interior destas cavita\u00e7\u00f5es apresenta sinal igual ao do LCR (hiperintenso em T2, hipo em T1, suprime em FLAIR). Elas tendem a ocupar uma posi\u00e7\u00e3o dorsal no interior da medula espinhal e podem estar ou n\u00e3o em contacto com o canal central, distin\u00e7\u00e3o que permite classificar como hidro- ou seringomielia, mas que \u00e9 invariavelmente muito dif\u00edcil de apreciar imagiologicamente. Outras altera\u00e7\u00f5es que afetem a fossa caudal como anomalia de Dandy-Walker (complexo de malforma\u00e7\u00f5es que se caracterizam pela presen\u00e7a de quistos \/divert\u00edculos na fossa caudal e falta total ou parcial do verme cerebelar), quistos\/ divert\u00edculos da placa quadrigeminal, massas tumorais ou n\u00e3o, dilata\u00e7\u00e3o do quarto ventr\u00edculo, oclus\u00e3o das aberturas laterais, e mesmo compress\u00f5es da medula espinhal podem resultar nestas cavita\u00e7\u00f5es intramedulares genericamente designadas por Seringohidromielia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig16.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-691 aligncenter\" title=\"Art685_Fig16\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig16.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig16.png 1229w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig16-300x136.png 300w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig16-1024x467.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/> <\/a> <span class=\"wp-caption\" style=\"font-size: 10px;\"> Figura 16: Cavalier King Charles com Malforma\u00e7\u00e3o de Arnold-Chiari e Seringohidromielia. Hernia\u00e7\u00e3o parcial da por\u00e7\u00e3o caudoventral do cerebelo no foramen Magno (seta angulada) e cavita\u00e7\u00e3o da medula espinhal cervical ao n\u00edvel da v\u00e9rtebra C2 (estrela) cujo sinal \u00e9 equivalente ao do LCR , i.e. hipointenso nas sequ\u00eancias ponderadas em T1 (A, C, D, E) e FLAIR (F), e hiperintenso nas ponderadas em T2 (B). Nas imagens transversais esta cavita\u00e7\u00e3o ocupa uma posi\u00e7\u00e3o intramedular dorsolateral do lado direito (setas). <\/span><\/p>\n<p>\u00a0As luxa\u00e7\u00f5es e subluxa\u00e7\u00f5es atlantoaxiais podem ser consideradas malforma\u00e7\u00f5es, ou ocasionalmente de origem traum\u00e1tica. A RM \u00e9 uma forma menos agressiva de confirmar esta malforma\u00e7\u00e3o pois evidencia desvios e altera\u00e7\u00f5es de sinal no tecido nervoso sem serem necess\u00e1rias perigosas hiperflex\u00f5es cervicais. A RM permite tamb\u00e9m apreciar a conforma\u00e7\u00e3o do processo odont\u00f3ide do axis e a integridade dos seus ligamentos. V\u00e9rtebras em bloco, hemiv\u00e9rtebras, espinha b\u00edfida, disrafismos, quistos aracnoideus tamb\u00e9m se podem estudar por RM, interessando determinar a verdadeira altera\u00e7\u00e3o e\/ou compress\u00e3o do tecido nervoso, ou detetar se este tecido\/meninges est\u00e3o fora do seu local anat\u00f3mico (e.g. seios derm\u00f3ides, meningo\/mielocelos).<a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig17.jpg\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-692 aligncenter\" title=\"Art685_Fig17\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig17.jpg\" alt=\"\" width=\"407\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig17.jpg 407w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig17-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 17: Malforma\u00e7\u00e3o Atlanto-Axial em Yorkshires: A- intensifica\u00e7\u00e3o na imagem ponderada em T1 p\u00f3s contraste da transi\u00e7\u00e3o bulbo\/medula espinhal que est\u00e1 localizada sobre a articula\u00e7\u00e3o C1-C2, B-Gradient Echo- eleva\u00e7\u00e3o de C2 em rela\u00e7\u00e3o a C1; C- imagem ponderada em T1- o conjunto Atlas\/Axis est\u00e1 subluxado para o interior da fossa caudal causando uma curvatura exagerada do Bulbo\/medula espinhal, seringohidromielia e hidrocefalia (D- imagem transversal ponderada em T2). E- imagem em T2 mostrando compress\u00e3o do cerebelo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Altera\u00e7\u00f5es T\u00f3xicas, Metab\u00f3licas e Nutricionais <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e3o sendo descritas algumas altera\u00e7\u00f5es imagiol\u00f3gicas resultantes de altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas como a Encefalopatia Hep\u00e1tica (hiperintensidades bilaterais na subst\u00e2ncia branca cerebral), as Mielin\u00f3lises (geralmente associadas a corre\u00e7\u00e3o demasiado r\u00e1pida da hiponatr\u00e9mia), ou \u00e1reas de mal\u00e1cia bilaterais sim\u00e9tricas (defici\u00eancia de Tiamina, Encefalopatias Mitoc\u00f4ndriais).<\/p>\n<p><strong> <a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig18.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-693 aligncenter\" title=\"Art685_Fig18\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig18.png\" alt=\"\" width=\"452\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig18.png 938w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig18-300x171.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/> <\/a> <\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 18: Neste c\u00e3o com problemas metab\u00f3licos cr\u00f3nicos detetaram-se \u00e1reas sim\u00e9tricas de hiperintensidade T2 no t\u00e1lamo (A) e nos col\u00edculos rostrais (B). As imagens em FLAIR (D, E e F) evidenciam estas les\u00f5es que s\u00e3o iso- a hipointensas em T1 (C). Suspeita de Mielin\u00f3lise. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Traumatismos <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os traumatismos da coluna vertebral e do cr\u00e2nio que resultem em fraturas s\u00e3o habitualmente estudados com radiografias e TAC, mas a RM pode em alguns casos demonstrar altera\u00e7\u00f5es traum\u00e1ticas dos tecidos moles como concuss\u00f5es do tecido nervoso, arrancamento de ra\u00edzes nervosas (e.g. avuls\u00f5es do plexo braquial), ou altera\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias como edema, hemorragia, h\u00e9rnias do tecido nervoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig19.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-694 aligncenter\" title=\"Art685_Fig19\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig19.png\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"240\" \/> <\/a> <span class=\"wp-caption\" style=\"font-size: 10px;\"> Figura 19: C\u00e3o mordido na cabe\u00e7a: nota-se fratura do cr\u00e2nio (seta) e \u00e1reas edema\/hematoma no par\u00eanquima cerebral e no m\u00fasculo temporal. <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig20.bmp\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-725 aligncenter\" title=\"Art685_Fig20\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig20.bmp\" alt=\"\" width=\"452\" height=\"170\" \/> <\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 20: Fratura da v\u00e9rtebra C2: a medula espinhal mostra alguma altera\u00e7\u00e3o de sinal nas imagens ponderadas em T2 mas n\u00e3o \u00e9 aparente compress\u00e3o significativa, o que determinou a recomenda\u00e7\u00e3o de tratamento conservador neste caso. <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<strong> RM p\u00f3s operat\u00f3ria ou de controlo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a unidade de RM estiver acess\u00edvel nas mesmas instala\u00e7\u00f5es do bloco operat\u00f3rio, poder\u00e1 ser de extrema utilidade imediatamente ap\u00f3s determinados procedimentos cir\u00fargicos, para determinar se est\u00e3o atingidos satisfatoriamente os objetivos da cirurgia (remo\u00e7\u00e3o de tumor ou de material de h\u00e9rnia discal), ou para investigar complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s operat\u00f3rias. Em neurocirurgia humana j\u00e1 existem unidades que permitem a realizar a RM intraoperat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RM seriada pode tamb\u00e9m ajudar a esclarecer determinadas les\u00f5es (figura 3), avaliar as altera\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias (e.g. edema, seringohidromielia, hernia\u00e7\u00e3o cerebral) ou o crescimento de tumor residual ou recidivante no local de cirurgias antigas (especialmente a partir das 12 semanas p\u00f3s cirurgia para n\u00e3o se confundir com o tecido cicatricial).<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td rowspan=\"3\"><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig21.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-696 alignleft\" title=\"Art685_Fig21\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig21.png\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig21.png 361w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig21-148x300.png 148w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/> <\/a><\/td>\n<td valign=\"top\"><span style=\"font-size: 10px;\"> Figura 21: Evolu\u00e7\u00e3o p\u00f3s operat\u00f3ria. <\/span><span style=\"font-size: 10px;\"> A- Imagem antes da cirurgia: tumor (T) na fossa caudal comprimindo o cerebelo e obliterando o quarto ventr\u00edculo. Nota-se tamb\u00e9m seringohidromielia na medula espinhal cervical (Estrela). <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><span style=\"font-size: 10px;\"> B- Imagem imediatamente ap\u00f3s a cirurgia. A massa foi removida , o quarto ventr\u00edculo j\u00e1 \u00e9 aparente e a seringohidromielia diminuiu. <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><span style=\"font-size: 10px;\"> C- Imagem 6 semanas ap\u00f3s a cirurgia. Resolu\u00e7\u00e3o da seringohidromielia, cerebelo e quarto ventr\u00edculo com recupera\u00e7\u00e3o do formato normal. <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig22.png\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-697 aligncenter\" title=\"Art685_Fig22\" src=\"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig22.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig22.png 821w, https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Art685_Fig22-300x270.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/> <\/a><span style=\"font-size: 10px;\"><span class=\"wp-caption\"> Figura 22: Imagens transversais ponderadas em T2 do mesmo animal da figura 20. A e C- antes da cirurgia: nota-se dilata\u00e7\u00e3o moderada dos ventr\u00edculos laterais (V), do terceiro ventr\u00edculo (3) e do aqueduto mesencef\u00e1lico (a); a aus\u00eancia do sinal do LCR subaracnoide \u00e9 indicador de aumento da press\u00e3o intracraniana (PIC). <\/span><span class=\"wp-caption\"> B e D- Seis semanas ap\u00f3s cirurgia: O sistema ventricular est\u00e1 menos dilatado e os sulcos cerebrais j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis (seta), indicando normaliza\u00e7\u00e3o da PIC. <\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Leituras Sugeridas<\/strong><\/p>\n<p>De Lahunta A, Glass E: <em>Veterinary neuroanatomy and clinical neurology<\/em>. 2009, Saunders.<\/p>\n<p>De Risio L, Adams V, Dennis R <em>et al<\/em>. (2009) Association of clinical and magnetic ressonance imaging findings with outcome in 42 dogs with presumptive actute non-compressive nucleus pulposus extrusion. <em>J Am Vet Med Assoc<\/em> 234:495-504.<\/p>\n<p>Dewey CW: <em>A practical guide to canine and feline neurology.<\/em> 2<sup>nd<\/sup> ed. Ames, IO, 2008, Iowa State Press.<\/p>\n<p>Garosi LS, McConnell JF, Platt SR <em>et al<\/em>. (2006) Clinical and topographic magnetic ressonance characteristics of suspected brain infarctations in 40 dogs.\u00a0<em>J Vet intern Med<\/em> 20:311-321.<\/p>\n<p>Gavin PR, Bagley RS: <em>Practical small animal MRI. <\/em>2009 Wiley-Blackwell.<\/p>\n<p>Hecht S, Adams WH (2010).\u00a0MRI of brain disease in veterinary patients part 1: basic principles and congenital brain disorders. <em>Vet Clin Small Anim<\/em> 40:21-38.<\/p>\n<p>Hecht S, Adams WH (2010).\u00a0MRI of brain disease in veterinary patients part 2: acquired brain disorders. <em>Vet Clin Small Anim<\/em> 40:39-63.<\/p>\n<p>Lorenz, MD, Coates JR, Kent M: <em>Handbook of veterinary neurology.<\/em> 5<sup>th<\/sup> ed. USA, 2011, Saunders.<\/p>\n<p>Platt S, Garosi L: <em>Small animal neurological emergencies.<\/em> 2012, Manson Publishing Ltd.<\/p>\n<p>Platt SR, Olby NJ: <em>BSAVA Manual of small animal neurology.<\/em> 3<sup>rd<\/sup> ed, 2004. British Small Animal Veterinary Association, Gloucester.<\/p>\n<p>Roynard P, Behr S, Barone G, Llabr\u00e9s-Diaz F, Cherubini GB (2012). Idiopathic hypertrophic pachymeningitis in six dogs: MRI, CSF and histological findings, treatment and outcome. <em>J Small Anim Pract<\/em> 53:543-548.<\/p>\n<p>Talarico LR, Schatzberg SJ (2010). Idiopathic granulomatous and necrotizing inflammatory disorders of the canine central nervous system: a review and future perspectives. <em>J Small Anim Pract<\/em> 51:138-149.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transferir o documento original em formato PDF Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica em Neurologia de Animais de Companhia Introdu\u00e7\u00e3o A Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM) \u00e9 a modalidade de imagem mais utilizada em neurologia humana e est\u00e1 a tornar-se cada vez mais dispon\u00edvel em medicina veterin\u00e1ria. 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