{"id":870,"date":"2012-04-27T16:17:15","date_gmt":"2012-04-27T15:17:15","guid":{"rendered":"http:\/\/referenciaveterinaria.pt\/?p=870"},"modified":"2019-05-08T16:50:18","modified_gmt":"2019-05-08T16:50:18","slug":"hernias-discais-cervicais-e-toracolombares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.referenciaveterinaria.pt\/?p=870","title":{"rendered":"H\u00e9rnias Discais Cervicais e Toracolombares"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>H\u00e9rnias Discais Cervicais e Toracolombares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Altera\u00e7\u00f5es dos discos intervertebrais s\u00e3o uma apresenta\u00e7\u00e3o frequente em c\u00e3es, e menos frequente em gatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 excep\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o C1-C2 (atlanto-axial) e de S1-S2-S3 (sacro) h\u00e1 normalmente um disco intervertebral (DI) entre todas as v\u00e9rtebras do c\u00e3o e do gato. As h\u00e9rnias discais s\u00e3o classificadas como doen\u00e7as degenerativas, embora se possa admitir em raros casos causa traum\u00e1tica. H\u00e9rnia discal \u00e9 um termo que sugere a desloca\u00e7\u00e3o de parte ou a totalidade de um DI da sua posi\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica para uma nova posi\u00e7\u00e3o, o que nem sempre acontece. Pode utilizar-se o termo doen\u00e7a do disco intervertebral (DDI, ou IVD do ingl\u00eas). As altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias dos discos intervertebrais designam-se discoespondilites e n\u00e3o s\u00e3o objecto desta comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os DI podem sofrer degeneresc\u00eancia condr\u00f3ide (ra\u00e7as condrodistr\u00f3ficas, relativamente cedo na vida do animal) e degeneresc\u00eancia fibr\u00f3ide (ra\u00e7as n\u00e3o condrodistr\u00f3ficas, aumenta com a idade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hansen classificou as h\u00e9rnias em dois tipos.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Nas de tipo I, ocorre ruptura do \u00e2nulo fibroso dorsal (que \u00e9 o mais fraco nos c\u00e3es) e extrus\u00e3o de material proveniente do n\u00facleo pulposo. A medula espinhal pode sofrer concuss\u00e3o devido \u00e0 energia cin\u00e9tica do material extrudido, e pode sofrer tamb\u00e9m compress\u00e3o dependendo do volume de material herniado e de hematoma que se pode formar quando h\u00e1 lacera\u00e7\u00e3o dos seios venosos ventrais. Quando a extrus\u00e3o \u00e9 no sentido dorso-lateral o material discal pode deslocar-se para o forame intervertebral, causando compress\u00e3o radicular. As h\u00e9rnias tipo I originam geralmente apresenta\u00e7\u00f5es agudas e s\u00e3o mais frequentes em ra\u00e7as condodistr\u00f3ficas a partir dos 3 anos, embora possam ocorrer em qualquer ra\u00e7a e em animais mais jovens.<\/li>\n<li>Nas do tipo II o \u00e2nulo fibroso do disco intervertebral vai protrudindo no sentido dorsal ou dorso-lateral, comprimindo progressivamente a medula espinhal ou a(s) raiz(es) nervosa(s). Podem ocorrer em qualquer ra\u00e7a, mas s\u00e3o mais frequentes em ra\u00e7as n\u00e3o condrodistr\u00f3ficas e em animais com mais idade.<\/li>\n<li>Em alguns casos ocorre como que uma explos\u00e3o do disco, que pode projectar material do n\u00facleo contra a medula espinhal (chegando por vezes a penetr\u00e1-la), sem que o volume seja suficiente para causar compress\u00e3o significativa, mas causando importante concuss\u00e3o e por vezes hemorragia intramedular. Foram designadas h\u00e9rnias de alta velocidade e baixo volume, e muitos chamam-lhes tipo III.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o cervical caudal podem ocorrer dor e\/ou compress\u00e3o medular resultantes de altera\u00e7\u00f5es degenerativas que afectam o(s) disco(s), as v\u00e9rtebras e outras estruturas intervertebrais como os ligamentos longitudinais e os ligamentos amarelos. A este conjunto de altera\u00e7\u00f5es atribui-se a designa\u00e7\u00e3o Espondilomielopatia Cervical Caudal, vulgarmente conhecida como s\u00edndrome de Woobler, que n\u00e3o \u00e9 o tema desta comunica\u00e7\u00e3o. Nestes casos a compress\u00e3o \u00e9 frequentemente din\u00e2mica, i.e. diminui bastante ou desaparece quando se aplica trac\u00e7\u00e3o cervical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os animais com DDI podem apresentar-se com dor e\/ou com v\u00e1rios graus de altera\u00e7\u00e3o funcional da medula espinhal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A postura fornece indica\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 proveni\u00eancia da <span style=\"text-decoration: underline;\">dor<\/span>: animais com dor cervical podem apresentar-se com relut\u00e2ncia em elevar a cabe\u00e7a, movendo-a em bloco com o pesco\u00e7o e seguindo mais os objectos com os olhos. Por vezes notam-se espasmos ou fascicula\u00e7\u00f5es da musculatura cervical ou eleva\u00e7\u00e3o de um membro tor\u00e1cico (sinal da raiz nervosa). Na dor toracolombar \u00e9 frequente observar-se cifose, transfer\u00eancia de peso para os membros tor\u00e1cicos (MT), queixas ao levantar e deitar e evitar subir escadas. Animais com dor nas v\u00e9rtebras tor\u00e1cicas altas, at\u00e9 T5, podem ter relut\u00e2ncia em suportar o peso nos MT devido \u00e0s inser\u00e7\u00f5es musculares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A localiza\u00e7\u00e3o da dor pode tamb\u00e9m ser tentada por palpa\u00e7\u00e3o ou manipula\u00e7\u00e3o da coluna vertebral e dos membros. No entanto as manipula\u00e7\u00f5es dolorosas devem ser deixadas para o final do exame, n\u00e3o s\u00f3 para manter a coopera\u00e7\u00e3o do paciente (especialmente dos gatos) mas principalmente para n\u00e3o induzir em erro: a dor \u00e9 muito subjectiva tanto na forma como \u00e9 percebida por cada indiv\u00edduo, como na forma como \u00e9 manifestada. N\u00e3o \u00e9 raro vermos c\u00e3es come\u00e7arem a ganir antes sequer das m\u00e3os do examinador o tocarem. Por vezes dor abdominal pode confundir-se com dor da coluna vertebral. As causas de dor na coluna vertebral podem ser: traumatismo, inflama\u00e7\u00e3o (miosite, espondilite, discoespondilite, mielite, empiema), neoplasia, e outras entidades cl\u00ednicas como o s\u00edndrome de dor lombar dos gatos (<em>feline<\/em> <em>rolling skin syndrome<\/em>). As causas de dor abdominal mais frequentes s\u00e3o c\u00f3licas intestinais (que tem um caracter\u00edstico padr\u00e3o intermitente), pancreatite, dor renal e vesical, dor prost\u00e1tica. Animais com osteoartrose nos membros podem apresentar-se com claudica\u00e7\u00f5es que habitualmente aliviam com a repeti\u00e7\u00e3o do movimento. H\u00e1 casos de osteoartrose degenerativa das articula\u00e7\u00f5es intervertebrais (que s\u00e3o articula\u00e7\u00f5es sinoviais) e em alguns animais s\u00e3o fonte de desconforto (e tamb\u00e9m de dificuldade na coloca\u00e7\u00e3o das agulhas de mielografia na regi\u00e3o lombar&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos animais com <span style=\"text-decoration: underline;\">deficits neurol\u00f3gicos<\/span>, as reac\u00e7\u00f5es posturais ajudam a perceber quais os membros afectados, e quando h\u00e1 parr\u00e9sia (mono, hemi ou tetraparesia\/plegia nas les\u00f5es cervicais, e mono ou parapar\u00e9sia\/plegia nas les\u00f5es toracolombares) significativa, os reflexos espinhais permitem determinar a regi\u00e3o afectada, localizando a uma das regi\u00f5es cl\u00ednicas da medula espinhal:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C1-C5<\/strong> ou <strong>cervical alta<\/strong> &#8211; sinais de les\u00e3o de neur\u00f3nio motor superior nos quatro membros ou num b\u00edpede,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C6-T2<\/strong> ou <strong>cervico-tor\u00e1cica<\/strong> &#8211; sinais de les\u00e3o de neur\u00f3nio motor inferior num ou nos dois MT e de neur\u00f3nio motor superior num ou nos dois MP,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>T3-L3<\/strong> ou <strong>toracolombar<\/strong> &#8211; MT sem altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas e sinais de les\u00e3o de neur\u00f3nio motor superior em um ou nos dois MP,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L4-S3<\/strong> ou <strong>lombo-sagrada<\/strong> &#8211; sinais de les\u00e3o de neur\u00f3nio motor inferior em um ou nos dois MP e\/ou na cauda, \u00e2nus ou per\u00edneo. Esta regi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o objecto desta comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o toracolombar cranial \u00e0 v\u00e9rtebra L2 o reflexo do m\u00fasculo cut\u00e2neo do tronco (anteriormente designado reflexo panicular), embora nem sempre presente, permite delimitar a les\u00e3o em muitos casos com uma margem de erro de poucas v\u00e9rtebras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros componentes do exame neurol\u00f3gico como a avalia\u00e7\u00e3o da massa muscular ajudam a melhor caracterizar a localiza\u00e7\u00e3o, e por vezes a perceber a cronicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra caracter\u00edstica do exame neurol\u00f3gico da medula espinhal \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o da severidade da les\u00e3o, que \u00e9 essencial para o progn\u00f3stico e tamb\u00e9m para o plano de tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram criadas v\u00e1rias escalas para classificar a gravidade das les\u00f5es da medula espinhal. Para as <span style=\"text-decoration: underline;\">les\u00f5es toracolombares<\/span> recomendo a escala desenvolvida por Scott e Mackee (1999) e modificada por Sharp e Wheeler (2005), em 5 graus:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>0<\/strong> Normal;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1<\/strong> Dor, sem <em>deficits<\/em> neurol\u00f3gicos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2<\/strong> Parapar\u00e9sia e ataxia (o animal ainda caminha, mas com deficits);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3<\/strong> Parapar\u00e9sia n\u00e3o ambulat\u00f3ria (o animal ainda tem algum movimento volunt\u00e1rio nos MP e na cauda, mas n\u00e3o consegue caminhar, embora possa tentar dar um ou dois passos antes de cair; mant\u00e9m controlo volunt\u00e1rio da mic\u00e7\u00e3o);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4<\/strong> Paraplegia (aus\u00eancia de movimento volunt\u00e1rio nos MP e na cauda, sem controlo urin\u00e1rio) mas com sensibilidade \u00e0 dor profunda aplicada caudalmente \u00e0 les\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5<\/strong> Paraplegia sem sensibilidade \u00e0 dor profunda caudalmente \u00e0 les\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sensibilidade \u00e0 dor profunda testa-se aplicando um est\u00edmulo doloroso geralmente num dedo, base de uma unha, vulva, escroto, cauda, pele. Num animal normal, este est\u00edmulo dever\u00e1 resultar numa resposta consciente (olhar, vocalizar, tentar morder, eventualmente dilata\u00e7\u00e3o pupilar). Um erro frequente \u00e9 interpretar o movimento que por vezes o membro estimulado faz (geralmente flex\u00e3o) como indicador de sensibilidade consciente \u00e0 dor profunda, mas este n\u00e3o \u00e9 mais do que um reflexo involunt\u00e1rio, mediado localmente pela medula espinhal. Uma compara\u00e7\u00e3o grosseira pode fazer-se com a cauda de alguns lagartos que uma vez separada do corpo de animal pode mexer-se quando tocada&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o cervical podem classificar-se os pacientes com dor, os que apresentam <em>deficits<\/em> (hemi\/tetraparesia) mas est\u00e3o ambulat\u00f3rios, e os n\u00e3o ambulat\u00f3rios. Os casos de les\u00e3o cervical com perda de controlo urin\u00e1rio e de sensibilidade \u00e0 dor profunda s\u00e3o raros, e as les\u00f5es mais graves t\u00eam o risco de paragem respirat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exame neurol\u00f3gico n\u00e3o permite diagnosticar uma h\u00e9rnia discal nem outras causas de les\u00e3o da medula espinhal. Elaborada a lista de diagn\u00f3sticos diferenciais, levando em conta as caracter\u00edsticas do animal (por ex., ra\u00e7a, sexo, idade, condi\u00e7\u00e3o corporal, doen\u00e7as concomitantes, estilo de vida) e a hist\u00f3ria (por ex., agudo, cr\u00f3nico, progressivo, doen\u00e7as anteriores, registo de traumatismo), realizam-se exames de imagem incidindo na regi\u00e3o que o exame neurol\u00f3gico localizou. Os mais \u00fateis para a investiga\u00e7\u00e3o da medula espinhal s\u00e3o a Radiografia, a Mielografia, a Tomografia Axial Computorizada (TAC) e a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica (RM) ou combina\u00e7\u00f5es destas (por ex., MieloTAC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tratamento pode ser cir\u00fargico ou n\u00e3o cir\u00fargico (conservador).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos de menor gravidade (Graus 1 e 2) com suspeita de doen\u00e7a discal tipo I ou tipo II, cervical ou toracolombar, que se apresentem em primeiro epis\u00f3dio, recomenda-se <strong>tratamento conservador<\/strong>. Admite-se em muitos destes casos nem chegar a realizar exames de imagem avan\u00e7ados (mielografia, TAC, RM) desde que o animal seja mantido sob observa\u00e7\u00e3o regular para detectar imediatamente qualquer agravamento. O tratamento conservador consiste principalmente em <span style=\"text-decoration: underline;\">limita\u00e7\u00e3o de movimentos<\/span> (conten\u00e7\u00e3o e\/ou confinamento). Dependendo dos casos poder\u00e1 tamb\u00e9m administrar-se medicamentos (anti-inflamat\u00f3rios, analg\u00e9sicos, relaxantes musculares) ou outras terapias como fisioterapia, acupunctura. A limita\u00e7\u00e3o de movimentos pode ser conseguida confinando o animal numa jaula durante as primeiras duas semanas, com mais quatro a seis semanas de restri\u00e7\u00e3o de movimentos (passeios \u00e0 trela, evitar escadas, saltos, corridas) com retorno progressivo \u00e0 vida normal nas duas \u00faltimas semanas se a evolu\u00e7\u00e3o tiver sido boa. Alguns animais toleram mal o confinamento, o que pode ter efeito contr\u00e1rio ao pretendido, e muitos propriet\u00e1rios n\u00e3o aceitam \u201cenjaular\u201d os seus animais por longos per\u00edodos de tempo (mesmo que se tenham comprometido a faz\u00ea-lo). \u00c9 prefer\u00edvel procurar a modalidade que promova o repouso e que melhor se ajuste a cada caso. \u00c9 muito importante explicar aos propriet\u00e1rios a import\u00e2ncia de restringir os movimentos do seu animal, pois a sua colabora\u00e7\u00e3o (<em>compliance<\/em>) aumenta o sucesso do tratamento. A administra\u00e7\u00e3o de <span style=\"text-decoration: underline;\">anti-inflamat\u00f3rios<\/span> (AI) \u00e9 mat\u00e9ria de muita discuss\u00e3o. No lado das vantagens temos a melhoria da dor, e efeito favor\u00e1vel na recupera\u00e7\u00e3o. No lado das desvantagens temos os riscos associados aos anti-inflamat\u00f3rios como hemorragia gastrointestinal, em particular com metilprednisolona em altas doses (30 mg\/Kg), Dexametasona e anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o ester\u00f3ides (AINES) como Ibuprofeno, Flunixina ou Aspirina. Os corticoester\u00f3ides prednisona, prednisolona ou metilprednisolona em doses anti-inflamat\u00f3rias (1 mg\/kg\/SID ou 0,5 mg\/Kg BID) s\u00e3o melhor tolerados. O uso prolongado dos cortic\u00f3ides pode provocar hiperadrenocorticismo iatrog\u00e9nico, e miopatia cortic\u00f3ide, al\u00e9m de ter efeitos retardantes da cicatriza\u00e7\u00e3o. Os AINES autorizados para c\u00e3es e gatos (por ex., Meloxicam, Carprofen), t\u00eam menos efeitos secund\u00e1rios. Os AI diminuem a dor e por isso o paciente dever\u00e1 ser especialmente restringido durante o efeito destes. O mesmo se aplica a outros <span style=\"text-decoration: underline;\">analg\u00e9sicos<\/span> como opi\u00f3ides ou tramadol. \u00c9 preciso tamb\u00e9m salientar que animais sob o efeito de analg\u00e9sicos e\/ou <span style=\"text-decoration: underline;\">relaxantes musculares<\/span> (por ex., Benzodiazepinas, Metocarbamol) podem ficar mais descoordenados ou fracos, tornando mais dif\u00edcil a sua avalia\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica e possibilitando trope\u00e7\u00f5es ou quedas que podem agravar a les\u00e3o. Est\u00e3o descritos efeitos ben\u00e9ficos da acupunctura na dor espinhal. Tal como os que tomam AI e\/ou analg\u00e9sicos, os animais que recebem acupunctura sem cirurgia devem tamb\u00e9m ser restringidos nos seus movimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos persistentes, recorrentes ou maior gravidade (a partir do grau 3 toracolombar ou cervicais n\u00e3o ambulat\u00f3rios) e com dor refract\u00e1ria aos analg\u00e9sicos (especialmente na dor cervical), dever\u00e1 ponderar-se <strong>tratamento cir\u00fargico<\/strong>. O tratamento cir\u00fargico tem o objectivo de remover ou aliviar a causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas h\u00e9rnias discais cervicais ventrais tipo I e nas tipo II que n\u00e3o sejam din\u00e2micas, a t\u00e9cnica de elei\u00e7\u00e3o \u00e9 a descompress\u00e3o ventral (<em>ventral slot<\/em>). Quando se verifica marcada lateraliza\u00e7\u00e3o do material discal recorre-se \u00e0 hemilaminectomia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o toracolombar a t\u00e9cnica mais frequentemente utilizada \u00e9 a hemilaminectomia, com variantes menos extensas (mini-hemilaminectomia e pediculotomia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De uma maneira geral, o<span style=\"text-decoration: underline;\"> progn\u00f3stico de h\u00e9rnias do tipo I<\/span> \u00e9 bom para animais que se apresentem nos graus 1,2, 3 e 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos animais <span style=\"text-decoration: underline;\">sem sensibilidade \u00e0 dor profunda<\/span>, o tempo que decorre at\u00e9 \u00e0 interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica parece ser importante, especialmente nas primeiras 24 a 48 horas de dura\u00e7\u00e3o. \u00c9 muitas vezes dif\u00edcil saber quando um determinado animal perdeu a sensibilidade profunda. O progn\u00f3stico de pacientes com h\u00e9rnia discal que perderam a sensibilidade profunda \u00e9, no estudo publicado por Olby et al (2003), de 50-60% de recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cirurgia. Outros estudos apresentam estat\u00edsticas diferentes. Os animais que foram operados sem sensibilidade profunda e que a recuperem nas duas semanas ap\u00f3s a cirurgia passam a ter bom progn\u00f3stico para recuperar a locomo\u00e7\u00e3o. Os que n\u00e3o recuperem a sensibilidade profunda nas primeiras duas semanas ap\u00f3s a cirurgia t\u00eam progn\u00f3stico grave. Alguns animais fazem recupera\u00e7\u00f5es parciais, e muitos podem desenvolver capacidade locomotora sem retorno da sensibilidade profunda. Esta actividade n\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria e designa-se <em>spinal walking. <\/em>Alguns animais n\u00e3o recuperam a locomo\u00e7\u00e3o, mas readquirem controlo volunt\u00e1rio da mic\u00e7\u00e3o e defeca\u00e7\u00e3o. Em alguns dos que n\u00e3o recuperam o controlo volunt\u00e1rio da mic\u00e7\u00e3o, consegue-se que o t\u00f3nus do esf\u00edncter uretral seja suficiente para que n\u00e3o pingue urina, mas permita o vazamento manual (requer treino do propriet\u00e1rio). Nestes casos \u00e9 mais f\u00e1cil manter um animal parapl\u00e9gico com qualidade de vida, geralmente utilizando carros de rodas. Os animais que ficam incontinentes e nos quais n\u00e3o se consegue um bom maneio da bexiga (mesmo com apoio farmacol\u00f3gico), t\u00eam geralmente uma evolu\u00e7\u00e3o desanimadora, com infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias recorrentes, dermatites e escaras resultantes do constante contacto com fezes e urina (apesar do uso de fraldas e cremes) que levam na maior parte dos casos \u00e0 eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas h\u00e9rnias tipo II t\u00eam-se utilizado os mesmos acessos que para as tipo I toracolombares, para desbastar e\/ou remover as protrus\u00f5es discais. N\u00e3o \u00e9 raro estes pacientes terem protrus\u00f5es m\u00faltiplas tornando dif\u00edcil perceber qual \u00e9 a respons\u00e1vel pelas queixas. Estas est\u00e3o frequentemente calcificadas e\/ou aderentes \u00e0 dura <em>mater<\/em> tornando a sua remo\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e potencialmente traum\u00e1tica para a medula espinhal. O pior cen\u00e1rio acontece quando a compress\u00e3o eleva o centro da medula espinhal (formando uma esp\u00e9cie de tenda) e n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel a partir de uma hemilaminectomia. Por todos estes motivos, o resultado das cirurgias a pacientes com h\u00e9rnias tipo II pode ser desanimador, tendo sido proposta a t\u00e9cnica de Corpectomia que n\u00e3o invade o canal medular. Outras propostas s\u00e3o a laminectomia dorsal ou <em>Ventral Slots<\/em> dos discos afectados. Aguardam-se os resultados de mais estudos para avaliar se t\u00eam vantagens significativas sobre as t\u00e9cnicas tradicionais. Os c\u00e3es com h\u00e9rnias tipo II s\u00e3o tamb\u00e9m idosos e muitas vezes de ra\u00e7as predispostas a mielopatia degenerativa (MD). Nos casos que n\u00e3o sejam simultaneamente graves e agudos \u00e9 recomend\u00e1vel fazer previamente o teste gen\u00e9tico da MD (Laboklin, Alemanha) antes de decidir operar. O <span style=\"text-decoration: underline;\">progn\u00f3stico das h\u00e9rnias do tipo II<\/span> \u00e9 reservado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fenestra\u00e7\u00f5es foram propostas para tratamento e preven\u00e7\u00e3o de h\u00e9rnias discais. Est\u00e1 demonstrado que n\u00e3o t\u00eam efeito significativo como tratamento, e o seu uso profil\u00e1ctico \u00e9 motivo de debate. Est\u00e1 recomendado fenestrar o disco no final de uma cirurgia descompressiva (por ex., Hemilaminectomia) para minimizar o risco de recidivas, mas n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime a fenestra\u00e7\u00e3o dos discos adjacentes. H\u00e1 que ponderar as potenciais vantagens da diminui\u00e7\u00e3o do risco destes discos virem a herniar no futuro vs. risco de h\u00e9rnias nas v\u00e9rtebras adjacentes \u00e0s fenestradas, risco de destabiliza\u00e7\u00e3o da coluna vertebral e tamb\u00e9m o aumento do tamanho das incis\u00f5es e do tempo operat\u00f3rio. Outras propostas incluem nucle\u00f3lise qu\u00edmica e destrui\u00e7\u00e3o dos discos com aspirador ultra-s\u00f3nico ou laser cir\u00fargico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todos os casos de h\u00e9rnia discal com d\u00e9fices neurol\u00f3gicos, operados ou n\u00e3o, a <strong>fisioterapia<\/strong> desempenha um papel fundamental. Nos animais que fazem tratamento conservador, apesar de se dever promover o repouso, este n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com alguma actividade criteriosa. Os animais podem ser manipulados com cuidado, receber massagens e outras manipula\u00e7\u00f5es para minimizar a atrofia muscular e o aparecimento de contracturas, e estimular a extens\u00e3o antigravidade (i.e. ficar em esta\u00e7\u00e3o com ajuda). Se est\u00e3o ambulat\u00f3rios, podem caminhar em superf\u00edcie n\u00e3o abrasiva (para evitar os ferimentos no dorso das patas com deficits proprioceptivos), e moles para melhorar a trac\u00e7\u00e3o e diminuir o impacto de eventuais quedas. De notar que animais que estejam tetrapar\u00e9sicos podem mostrar relut\u00e2ncia em se levantar sem apoio por receio de cair e embater no solo. Esta relut\u00e2ncia \u00e9 mais observada em c\u00e3es de maior porte, e diminui se a superf\u00edcie for mole (por ex., superf\u00edcie almofadada, areia, relva) e se o paciente sentir apoio (por ex., um ajudante que o suporta com um peitoral ou uma toalha debaixo do tronco). Os que n\u00e3o est\u00e3o ambulat\u00f3rios, se estiverem afectados nos quatro membros, devem ser virados com frequ\u00eancia, e receber percuss\u00e3o do t\u00f3rax (<em>coupage<\/em>). Os parapar\u00e9sicos\/pl\u00e9gicos n\u00e3o devem estar soltos para evitar que se arrastem livremente utilizando os MT. Isto n\u00e3o s\u00f3 pode causar feridas na pele e contracturas do quadric\u00edpede femoral (devido \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos MP em extens\u00e3o permanente), como pode ter efeito negativo na motiva\u00e7\u00e3o do animal para se esfor\u00e7ar no uso dos membros afectados. Assim recomenda-se o confinamento destes animais, e s\u00f3 lhes \u00e9 permitido exercitar-se com supervis\u00e3o, geralmente obrigando a levantar a parte de tr\u00e1s, colocando os MP debaixo do corpo, estimulando o seu uso. O porte e o temperamento do animal t\u00eam tamb\u00e9m influ\u00eancia. \u00c9 muito gratificante ver o que alguns propriet\u00e1rios conseguem alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O retorno \u00e0 locomo\u00e7\u00e3o e o treino proprioceptivo podem beneficiar de ajudas especiais, como hidrofisioterapia. Est\u00e3o dispon\u00edveis MV com forma\u00e7\u00e3o em fisioterapia e Centros com o equipamento adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante antecipar as dificuldades e potenciais despesas adicionais, e comunic\u00e1-las aos propriet\u00e1rios, em especial antes de lhes propor cirurgia.<\/p>\n<p>&nbsp;<em>Leituras sugeridas<\/em>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"1\">\n<li>Sharp NJH, Wheeler SJ: Small Animal Spinal Disorders (ed 2). Edinburgh, Scotland, Elsevier, 2005<\/li>\n<li>Dewey CW: Myelopathies: disorders of the spinal cord, in Dewey CW (ed) A Practical Guide to Canine and Feline Neurology. Ames, IA, Iowa State Press, 2003, pp 277\u2013336<\/li>\n<li>Brisson B.A. 2010. Intervertebral disc disease in dogs. Vet. Clin. North Am., Small Anim. Pract. 40:829-858.<\/li>\n<li>Olby N., Levine J., Harris T., Munana K., Skeen T. &amp; Sharp N. 2003. Long-term functional outcome of dogs with severe injuries of the thoracolumbar spinal cord: 87 cases (1996-2001). . <em>JAVMA<\/em>. 2003; 222(6): 762-769<\/li>\n<li>Ferreira AJ, Correia JH, Jaggy A: Thoracolumbar disc disease in 71 paraplegic dogs: influence of rate of onset and duration of clinical signs on treatment results. J Small Anim Pract 43:158\u2013163, 2002<\/li>\n<\/ol>\n<p>Abril de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e9rnias Discais Cervicais e Toracolombares Altera\u00e7\u00f5es dos discos intervertebrais s\u00e3o uma apresenta\u00e7\u00e3o frequente em c\u00e3es, e menos frequente em gatos. \u00c0 excep\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o C1-C2 (atlanto-axial) e de S1-S2-S3 (sacro) h\u00e1 normalmente um disco intervertebral (DI) entre todas as v\u00e9rtebras do c\u00e3o e do gato. 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